Aquicultura

Brasil: Importações de Pescado Já Passam de Meio Bilhão de Dólares de Jan a Maio de 2011

O Brasil, com este imenso potencial aquícola como temos mostrado aqui (Por que o Brasil não é uma Potencia Mundial em Aquicultura?), importou 151.301 toneladas de pescados no valor de USD $567 milhões de dólares nos cinco primeiros meses de 2011 – aumento de 36,4 por cento em valor e 35,6 por cento em volume em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da SECEX/MDIC e Aliceweb.

Somente da China e Vietnã Já foram Importados mais de USD $115 Milhões de Dólares

Processadora de Pangasius Operando (clique para ampliar)

Destes totais, USD $93.4 milhões e  30 mil toneladas vieram da China e USD $22.1 milhões e 10.2 mil toneladas de Pangasius vindo do longínquo Vietnã. Vejam de onde estão trazendo peixes. Dar para acreditar!

Isto é, da China e do Vietnã combinados já foram importados juntos USD $115.5 milhões e 42.1 mil toneladas de pescados de jan a maio de 2011, ou 20.3 por cento em valor e 27.8 por cento em volume do total importado no período.

Estes valores são praticamentes iguais em U$D ao que já foi importado do Chile (USD $122.8 milhões e 18.1 mil toneladas) e um pouco menos da Noruega (USD $1o6.4 milhões e 16.8 mil toneladas) este ano.

Se o Brasil continuar importando nesta média mensal, pode chegar no final de 2011 com um volume de importações jamais atingido antes.

No ano passado o Brasil importou mais de USD $1 bilhão de dólares em pescados (2010: Brasil Importa US $1 Bilhão em Pescados – Enquanto Vietnã Exporta US $1,4 Bilhões Somente com Pangasius).

Como temos também mostrado em vários posts do MyBeloJardim, o Brasil tem todas as condições de ser a curto prazo uma potencia mundial em AquiculturaBioCombustíveis Aquícolas.

Como exemplo de modelos de sucesso, escrevemos artigos anteriores sobre o sucesso dos projetos de cultivo de Tilápia em tanques-redes dasAssociações do Padre Antonio e Ivone no Rio São Francisco e o fenômeno mundial do Pangasius sp, bagre nativo do rio Mekong do sudeste Asiático.

Com todo este imenso manancial de tecnologias, mão-de-obra especializada e recursos aquáticos não dá mesmo para entender como podemos estar tão dependentes das importações, não produzindo o que o mercado nacional está consumindo e pagando um dos pescados mais caros do mundo.

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