Algas

Bioquerosene: Revolução na Aviação Mundial

Bioquerosene de Aviação

A  Revolução dos Biocombustíveis na  Aviação Civil e Militar

Bioquerosene: Muito antes que biocombustíveis tivessem a visibilidade e aceitação que têm hoje, temos escrito, promovido e divulgado em nossos projetos, treinamentos, cursos, palestras, seminários, livros e papers o que chamamos de revolução dos biocombustíveis.

Turbina de Jato da Lufthansa Abastecido com Bioquerosene

Turbina de Jato da Lufthansa Abastecido com Bioquerosene (clique para ampliar)

Há alguns anos passados escrevemos um artigo ancora sobre este assunto que gerou repercussão na indústria com opiniões tanto favoráveis como não tão positivas. Alguns chegaram afirmar isto nunca seria uma realidade.

Lembro-me claramente quando no início da década passada afirmava que poderíamos fazer biocombustíveis de resíduos de processamento de tilápia e outros peixes, poucos acreditaram. Contudo, nunca desistimos da ideia.

Desenvolvemos sites gerais e específicos (mybelojardim.com, algaeforbiofuels.com, biofuelsrevolution.com) visando disseminar informação e promover a produção sustentável de biocombustíveis em todos os níveis possíveis..

Afirmamos e reafirmamos que se feita corretamente, a revolução pacífica dos Biocombustíveis tem condição de transformar e mudar completamente o o setor primário e afetar positivamente toda economia mundial.

Hoje verificamos que lentamente, mas seguramente, este novo setor extremamente ativo e importante está gradualmente tomando forma, com o potencial de transformar e dinamizar os setores aquícola e agrícola a nível global.

Um dos potencias que vimos e vemos é o suprimento de bioquerosene de aviação. Um mercado ao redor de USD $100 bilhões de dólares por ano que agora está aberto para os combustíveis renováveis.

O que temos observado é que depois de anos com altos e baixos produzindo mais trovão do que trovoada, a produção comercial de bioquerosene para a indústria mundial da aviação civil está lentamente se tornando um fato, com a produção iniciando em vários continentes.

Candidatos de Matérias-Primas para Produção de Bioquerosene de Aviação

Os principais candidatos de matérias-primas para Bioquerosene de Aviação são: Pinhão-manso, camelina, algas (biocombustíveis aquícolas), resíduos gordurosos e agora também a cana-de-açucar e o sorgo-sacarino. Cada uma destas fontes tem seus adeptos fervorosos.

Recentemente uma empresa de aviação mexicana realizou o primeiro voo da América Latina usando bioquerosene a base de óleo de Pinhão manso voando de México city à cidade de Tuxtla Gutierrez no Estado sulino de Chiapas.

Na realidade, no presente estágio tecnológico nenhum destes candidatos de matérias-primas é capaz de produzir a um preço que se aproxima do combustível fóssil de aviação Jet A-1.

Contudo, isto é só uma questão de tempo que adicionais pesquisa e grandes investimentos resultem em preços compatíveis no mercado.

Quando observamos o quadro emergente dos biocombústiveis, é cada vez mais claro que, apesar de os Estados Unidos e Brasil serem os principais produtores de energia renovável atualmente na forma de etanol, muitos outros países estão entrando nesta corrida.

Em março deste ano um consórcio europeu de Airbus, da romena Tarom companhia aérea estatal, UOP da Honeywell e CCE (Empresa de Camelina) anunciaram planos para estabelecer um centro de produção de biocombustíveis na Romênia para a fabricação de bioquerosene para aviação civil, utilizando camelina como matéria-prima.

Recentemente a China National Petroleum Corp anunciou que entregou 15 toneladas de óleo de Jatropha para ajudar a Air China a fazer voos testes movidos a biocombustível, marcados ainda para este ano.

Esta semana, a agencia dei informação de Moçambique anunciou que uma empresa local com matriz no Reino Unido, exportou para a companhia aérea alemã Lufthansa, o primeiro lote de 30 toneladas de óleo de pinhão manso produzido na província moçambicana de Manica.

No Brasil, as fabricantes de aeronaves Boeing e Embraer anunciaram planos de financiar em conjunto uma análise de sustentabilidade para investigar a possibilidade de produzir combustível renovável de avião a partir da cana de açúcar brasileira.

O estudo, será também financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e vai avaliar os efeitos ambientais do combustível produzido por uma empresa internacional a partir de cana de  açúcar do Brasil.

Contudo, como mostramos em nosso site, o histórico e maior estímulo para acelerar o desenvolvimento de biocombustíveis para a aviação civil ocorreu em julho deste ano, quando a ASTM International anunciou a aprovação de seu padrão de combustível Bio-SPK, permitindo o uso de hidro- tratados renováveis jet (HRJ) Jet A-1 como combustível na aviação comercial.

Isto oficializou a viabilidade de bioquerosene a ser misturado na proporção de 50-50 com Jet A-1 combustível derivado de combustíveis fósseis tradicionais.

Desafios para uma Aceitação em Larga Escala de Bioquerosene de Aviação

Atualmente, o maior desafio para uma aceitação em larga escala de biocombustível de aviação é o seu alto custo. Bioquerosene entregue no ano passado para as forças armadas dos EUA para avaliação custaram o absurdo de mais de US $ 70 por galão.

É claro que a estes preços não tem como ser competitivos com combustível derivado de fontes de hidrocarbonetos tradicionais.

Contudo, todos nós sabemos que os custos de processamento irão diminuir na proporção direta com o atingimento de volumes de produção em grande escala.

Como é do conhecimento mundial, tanto o Brasil quanto os Estados Unidos têm produção de biocombustível compatíveis ao valores praticados no mercado, na forma de etanol. No caso do Brasil derivado da cana de açúcar, nos Estados Unidos, produzido a partir do milho.

Embora toda a produção seja para transporte terrestre, os dois países têm condição de ser líderes também em biojetfuels.

Isto mostra que a tecnologia está no lugar, o produto foi certificado e, ao final do dia, as turmas brasileiras e americanas estão falando sobre um produto agrícola ideal que, dependendo de onde ele é semeado, pode produzir uma ou até duas colheitas por ano. No caso das algas, a cada dia.

No momento que estes dois e outros países e produtores como Boeing, Airbus e Embraer entrarem de cabeça na viabilização da produção, o que começa a acontecer agora, teremos imensas oportunidades de ver preços caírem e a revolução dos biocombustíveis realmente acontecendo na indústria da aviação civil e militar.

Na prática temos o imenso e multibilionário mercado de combustíveis de aviação aberto para os produtores rurais tanto agrícolas como aquícolas.

O Brasil através dos seus setores de Agrobusiness e Aquabusiness têm tudo para ser líderes despontados nesta oportunidade única e inestimável.

Source: http://algaeforbiofuels.com/biokerosene-revolution-aviation/

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