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Descoberta Proteína Chave no Mecanismo de Fotossíntese das Algas Verdes

Algas Cultivadas em  Efluentes Secondários

Algas Cultivadas em Efluentes Secondários

Pesquisadores do Lawrence Berkeley National Laboratory descobriram uma proteína chave no mecanismo de fotossíntese de algas verdes.

Esta descoberta  poderá levar ao desenvolvimento de novas raças mutantes de algas que podem superar os desafios enfrentadas atualmente pelos tanques-abertos (fotobioreactores) de produção de algas para biocombustíveis.

O complexo sistema de captura de luz desta proteína, conhecido como LHCSR, pára ou controla as algas de absorverem luz mais do que necessária o que resultaria em sérios danos ao processo foto-dano oxidativo.

Segundo os pesquisadores, agora se sabe que a maioria das algas verdes, e provavelmente outras algas eucarióticas, a proteína LHCSR é usado para dissipar energia radiante em excesso e proteger o aparelho fotossintético de danos.  Esta descoberta pode abrir caminho para novos modelos de raças mutantes de algas.
 
A proteína foi descoberta no modelo genético das algas Chlamydomonas após a equipe de cientistas compararem um tipo de raça selvagem de algas com uma raça mutante que faltava dois LHCSR genes que codificam a proteína.

Ambas as raças foram submetidos a testes de exposição à luz, resultando que a altos níveis de luz, a taxa de sobrevivência das células foi reduzida em 40% na raça selvagem, que não expressam a proteína LHCSR.

Ambas as culturas apresentaram taxas de sobrevivência semelhantes quanto às células foram expostas a baixos níveis de luz.

Ainda segundo os cientistas o estado atual de sistema de produção em massa de algas em tanques-abertos (fotobioreactores) não usa a luz solar de forma muito eficiente, e suas produtividades pode ser limitada por lesões induzidas pela luz.

Células na superfície dos tanques-abertos capturam toda a luz do sol e acabam desperdiçando a maior parte dela, porque a absorção da luz solar em excesso torna as células mais suscetíveis a foto-inibição.

A equipe acredita que esta descoberta pode abrir caminho para novos modelos de raça mutantes de algas que não absorvem luz em excesso, o que superaria os problemas associados com fotobioreactores em tanques-abertos. Isto será um importante passo para otimizar os processos massais de produção de algas para biocombustíveis.

Estudos mostram que atualmente o mercado-potencial de algas para produção de bioenergia está ao redor de 1.9 trilhões de dólares.

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