
Jatropha - Pinhão-Manso - Produção-de-Mudas
A China continua em uma corrida contra o tempo para se tornar rapidamente um líder mundial em energia nuclear, energia eólica, painéis solares fotovoltaícos e Energia Termo-Solar Concentrada.
Entretanto, a China está também tomando medidas agressivas para dominar a outra indústria de energia alternativa: os biocombustíveis a base de Pinhão-Manso.
A China está apostando e acreditando firme na Jatropha curcas ou o nosso tão conhecido Pinhão-Manso como uma das mais concretas promessas de matéria prima para biocombustíveis e reduzir este país asiático de sua crônica dependência do petróleo importado.
No passado, os agricultores chineses plantavam o Pinhão-Manso apenas como uma cerca-viva para afastar os animais de campos cultivados.
Contudo, atualmente megas empresas de energia de Hong Kong estão investindo pesado e vêem Jatropha como uma das soluções verde à crise energética chinesa e uma grande máquina de fazer dinheiro, com potencial para gerar bilhões em vendas anuais.
Muitos países, incluindo a China, têm percebido que o Pinhão-Manso, algas e resíduos aquícolas podem ser componentes super importantes na indústria de energia renovável e propulsionadores da geração de empregos e do crescimento econômico.
A China é o segundo maior importador de petróleo do mundo e tem como meta incluir 2 milhões de toneladas de biodiesel em seu consumo anual de combustível até 2020.
De acordo com um relatório divulgado pela Academia Chinesa de Ciências Sociais, a demanda este ano da China por petróleo bruto está estimada em mais de 400 milhões de toneladas e vai aumentar para 563 milhões de toneladas até 2020.
Em 2008, uma da empresas de Hong Kong tinha 23.445 hectares de pinhão manso plantado, na província de Yunnan. A empresa espera atingir 40.410 hectares de Jatropha, em 2010. Por exemplo, somente na cidade de Yongxing em Yunnan, 320 famílias de agricultores estão participando do programa para plantar 3.303 hectares de pinhão-manso ainda este ano.
Cada semente de pinhão manso pode produzir de 30 a 37 por cento da sua massa em óleo, o qual pode ser processado para produzir biodiesel ou mesmo usado direto nos motores a diesel adaptado. O resíduo restante pode continuar a ser tratado como matéria-prima de biomassa em usinas de eletricidade ou como fertilizante.
Uma empresa está construindo uma planta de processamento de óleo de Jatropha orçada em 9,5 milhões dólares que deverá estar pronta até o meio deste ano. Inicialmente, a fábrica vai produzir 3.000 toneladas de biodiesel por ano. Contudo, ela pode produzir 100.000 toneladas anuais em plena capacidade. Atualmente simplesmente não há jatropha suficiente para processar esta quantidade.
Somente a província de Yunnan visa produzir 500.000 toneladas de biodiesel por ano até 2015, de acordo com um plano de desenvolvimento divulgado pelo governo provincial em setembro do ano passado.
Nesta província cerca de 20 empresas estão envolvidas com as plantações e processamento de pinhão manso . Todos que visitam a China percebem os enormes recursos deste país o que o mesmo será brevemente um produtor muito importante de combustíveis derrivados de Pinhão-manso, algas e resíduos animais como os biocombustíveis aquícolas.
A China planeja transformar cerca de 5,4 milhões de hectares de terra não agricultáveis para plantações de pinhão manso até 2020. O plano é que a produção de biocombustíveis aquícolas e de Pinhão-manso possam substituir 40 por cento da demanda mundial atual de combustível de aviação a jato.
O Brasil e outros países tropicais não podem ficar fora desta corrida de Pinhão, algas e resíduos aquícolas para produzir biocombustíveis de alta qualidade para suprir a demanda mundial de energia renovável.
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